Nascida no Luxemburgo, filha de portugueses de Carrazedo de Montenegro, Véronique Alves Batista construiu uma vida entre duas culturas, mantendo uma forte ligação às suas raízes através do associativismo, do folclore e da comunidade portuguesa.
Há quase três décadas ligada ao associativismo português e há 26 anos ao folclore, Véronique Alves Batista cresceu entre o Luxemburgo e Portugal, assumindo uma identidade marcada por diferentes pertenças. “Sinto-me estrangeira aqui, mas também em Portugal”, confessa. Inspirada por figuras como Heroína de Pina e pela sua própria família, aprendeu desde cedo o valor da disciplina, da autonomia e da persistência.
A sua trajetória passou pela pesca desportiva, pelos estudos em França e no Egito e pelo Direito na Sorbonne, antes de chegar à área da fiscalidade e, mais tarde, à direção da piscina de Differdange. Para Véronique, os obstáculos devem ser contornados, e não vistos como barreiras definitivas. Uma filosofia que resume numa imagem aprendida com a madrinha, que tinha deficiência motora: “Contornamos, como com a cadeira de rodas”. Hoje, continua ligada à cultura portuguesa, sendo também madrinha de uma tuna desde 2008.
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