O número de portugueses e lusodescendentes mortos na sequência dos sismos que atingiram a Venezuela na quarta-feira subiu para 53, segundo o mais recente balanço do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), que mantém ainda 83 pessoas desaparecidas ou incontactáveis.
De acordo com os dados atualizados, entre as vítimas mortais estão oito crianças e 45 adultos. Do total, 46 são lusodescendentes, seis são cidadãos portugueses e um tinha nacionalidade portuguesa por casamento. O MNE refere ainda que os desaparecidos incluem 46 homens e 37 mulheres.
Os sismos, de magnitude 7,2 e 7,5, ocorreram a 24 de junho, com epicentro próximo de Caracas e da região de La Guaira, onde se encontra a base de operações portuguesa em Catia la Mar, zona com forte presença da comunidade lusa.
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o abalo foi seguido por mais de 20 réplicas. A ONU estima mais de 1.450 mortos e cerca de 50 mil desaparecidos, enquanto vários países, incluindo Portugal e parceiros da União Europeia, continuam a apoiar as operações de busca e salvamento. Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados nas áreas mais afetadas.