Depois dos sismos de junho, a comunidade portuguesa na Venezuela não dá sinais de querer regressar em massa a Portugal. O embaixador Frederico Silva diz que houve apenas um número muito reduzido de repatriamentos e que a prioridade é ajudar quem foi afetado a reconstruir a sua vida no país.
O embaixador português na Venezuela, Frederico Silva, afastou a possibilidade de um regresso massivo de portugueses após os sismos de 24 de junho. Segundo o diplomata, houve apenas um número “muito pequeno” de repatriamentos, já que a comunidade portuguesa e lusodescendente está profundamente integrada na sociedade venezuelana e pretende reconstruir as suas vidas no país. A Embaixada e os consulados portugueses estão a avaliar os impactos dos sismos na habitação, emprego e condições de vida e a trabalhar com as autoridades venezuelanas para encontrar soluções para as famílias mais afetadas. Portugal tem também promovido iniciativas de apoio social, cultural e educativo. O mais recente balanço do Ministério dos Negócios Estrangeiros aponta para 138 portugueses e lusodescendentes mortos na tragédia, 29 dos quais menores.
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