Mais de um milhão de pessoas em Portugal estão expostas a níveis excessivos de ruído ambiental, segundo a ZERO, que defende três prioridades urgentes para combater um problema com impactos diretos na saúde pública.
O ruído ambiental continua a ser um dos problemas de poluição mais subestimados em Portugal, afetando mais de um milhão de pessoas, de acordo com a associação ZERO. A organização alerta que a exposição prolongada a níveis elevados de ruído tem consequências graves na saúde, incluindo perturbações do sono, stress e doenças cardiovasculares.
Os dados constam da Estratégia Nacional para o Ruído Ambiente 2025-2030, que aponta para a dimensão do problema no país, apesar de melhorias legislativas nos últimos anos. A ZERO considera, no entanto, que as medidas atuais continuam insuficientes face à realidade no terreno.
Entre as principais prioridades identificadas pela associação estão o reforço da aplicação da lei, já que muitos municípios não cumprem obrigações como a atualização de mapas de ruído e planos de redução, a melhoria da qualidade e atualização dos dados disponíveis e a aplicação do princípio do poluidor-pagador.
A organização defende ainda que os responsáveis por grandes fontes de ruído, como transportes rodoviários e aeroportuários, devem contribuir financeiramente para medidas de mitigação, como isolamento acústico e reordenamento urbano.
A ZERO alerta que, sem uma resposta mais ambiciosa e coordenada entre Estado e municípios, Portugal continuará a expor uma parte significativa da população a níveis de ruído considerados prejudiciais para a saúde e qualidade de vida.