Um projeto português prevê instalar em Sines uma refinaria de antimónio, um mineral essencial para as indústrias da defesa, energia e tecnologia, com o objetivo de reforçar a autonomia europeia face às restrições impostas pela China.
A empresa portuguesa ACM – Alchemy & Critical Metals pretende construir em Sines uma refinaria de antimónio, um mineral crítico utilizado nos setores da defesa, semicondutores, energia e mobilidade. A unidade deverá entrar em funcionamento em 2030, com uma capacidade de produção de 10 mil toneladas por ano, destinadas sobretudo ao mercado industrial europeu. O projeto prevê criar 150 postos de trabalho diretos e cerca de 300 indiretos, contribuindo para reforçar a cadeia europeia de matérias-primas críticas. A iniciativa surge numa altura em que a China, principal produtor mundial de antimónio, tem imposto restrições às exportações deste metal, aumentando a pressão sobre o abastecimento europeu e impulsionando a procura por alternativas dentro da União Europeia.
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