Portugal continua a atrair população estrangeira, mas muitos portugueses que saíram do país continuam sem perspetivas para regressar. No distrito de Portalegre, estas duas realidades cruzam-se diariamente, sobretudo no mercado de trabalho e na habitação.
Portugal nunca recebeu tantos imigrantes, mas continua a ter dificuldade em criar condições para o regresso de muitos portugueses que vivem no estrangeiro. Em Portalegre, distrito menos populoso do país, trabalhadores de várias nacionalidades têm assumido funções essenciais, sobretudo no setor social e na restauração. Na Santa Casa da Misericórdia, a mão de obra estrangeira tem sido determinante para responder às necessidades. Ao mesmo tempo, o aumento da população tem contribuído para uma maior pressão sobre a habitação, com Portalegre entre os distritos onde os preços das casas mais subiram no último ano. Para alguns trabalhadores estrangeiros, Portugal representa uma oportunidade para reunir a família e melhorar a qualidade de vida. Já para portugueses que vivem no estrangeiro, como Pedro, que emigrou para o Luxemburgo, o regresso continua sem estar nos planos. Habitação cara e custo de vida são obstáculos comuns às duas realidades.
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