Diáspora

“Portugal não termina nas suas fronteiras, continua onde existir um português”

today28/08/2026 10

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O primeiro-secretário da Federação das Associações da Diáspora, João Paulo Rocha, defende uma diáspora portuguesa mais ligada, participativa e preparada para o futuro, com maior aproximação entre associações, novas gerações, cultura e economia.

João Paulo Rocha defende que Portugal deve encarar a sua diáspora como uma extensão do país e como uma força com capacidade para criar novas oportunidades. No âmbito do IV Encontro da Federação das Associações da Diáspora, realizado em Viseu, o responsável destacou a importância de criar pontes entre Portugal e as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.

Uma das principais preocupações apontadas é a renovação geracional do movimento associativo. Para João Paulo Rocha, é necessário dar espaço aos jovens, ouvir as suas ideias e permitir que construam um associativismo adaptado às novas formas de comunicação e participação.

Nesse sentido, a Federação das Associações da Diáspora pretende criar uma rede internacional de mandatários que permita reforçar a presença da organização junto das comunidades na Europa, América, África, Ásia e Oceânia.

O dirigente destaca também o potencial económico da diáspora, considerando que os portugueses espalhados pelo mundo representam uma rede de empresários, profissionais, investidores e empreendedores que pode ser mais valorizada. Um dos exemplos apontados é a aproximação entre Portugal e as Ilhas Baleares, através da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Balear.

A cultura surge igualmente como uma das principais formas de ligação às comunidades. João Paulo Rocha defende uma maior cooperação entre associações e entidades culturais, destacando a gastronomia, as tradições, a língua e, em particular, a música como instrumentos capazes de aproximar diferentes gerações.

Entre os projetos em desenvolvimento está uma parceria entre a Federação das Associações da Diáspora, a Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto e a Casa Portuguesa de Maiorca, com o objetivo de levar manifestações da cultura portuguesa às Ilhas Baleares e, posteriormente, criar um modelo que possa ser replicado noutros países.

Para João Paulo Rocha, o futuro passa por transformar a dispersão geográfica das comunidades numa verdadeira rede internacional, mais próxima, digital e participativa. E resume essa visão numa frase: “Portugal não termina nas suas fronteiras. Portugal continua onde existir um português.”

Foto: divulgação

Escrito por Lusíada