Portugal, a União Europeia e outros 31 países condenaram as execuções de manifestantes no Irão e apelaram a Teerão para pôr fim ao recurso à pena de morte e respeitar os direitos à liberdade de expressão e reunião pacífica.
Numa declaração conjunta, os 32 signatários consideraram que a pena capital não pode ser utilizada para silenciar a dissidência, intimidar comunidades ou punir cidadãos pelos seus direitos. Os países pediram ainda a libertação de todas as pessoas detidas arbitrariamente e instaram o regime iraniano a responder às exigências da população. A ONU já tinha manifestado preocupação com o aumento das execuções no país, indicando que pelo menos 56 pessoas foram mortas por motivos relacionados com segurança nacional desde os primeiros enforcamentos associados aos protestos, no final de 2025. Segundo a notícia, muitos dos executados tinham sido condenados pela participação nas manifestações contra o custo de vida, que constituíram um dos maiores desafios ao regime iraniano desde 1979.
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