Portugal condenou a decisão de Israel de avançar com o projeto E1, que prevê a construção de novas habitações na Cisjordânia, considerando que a expansão dos colonatos afasta ainda mais a possibilidade de uma solução de dois Estados.
Numa nota divulgada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Governo português afirmou que a construção de cerca de 1.200 habitações no âmbito do projeto contribui para consolidar a separação entre o norte e o sul da Cisjordânia.
Portugal condenou também a violência cometida por colonos israelitas contra a população palestiniana e defendeu que estes atos não podem ficar impunes.
A posição portuguesa surge depois de Reino Unido, França, Alemanha, Noruega, Países Baixos, Itália e Canadá terem igualmente apelado a Israel para travar a expansão dos colonatos, incluindo o projeto E1.
O projeto prevê milhares de habitações numa área entre o colonato de Ma’ale Adumim e Jerusalém Oriental e é considerado pelos países que subscreveram a declaração uma ameaça à continuidade territorial da Cisjordânia e à viabilidade de um futuro Estado palestiniano.
Portugal reafirma, juntamente com a União Europeia e a comunidade internacional, o apelo a uma paz justa, abrangente e duradoura, baseada no direito internacional.
Foto: Lusa