O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, criticou o Chega e o Partido Socialista, defendendo que Portugal precisa de uma liderança responsável e moderada perante o atual contexto internacional e os desafios migratórios.
Paulo Rangel afirmou que Portugal não pode ser governado por “demagogos”, numa referência direta ao líder do Chega, André Ventura. Durante a Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide, o ministro criticou também o Partido Socialista, acusando-o de ter adotado políticas “laxistas” e de não ter antecipado a crise migratória.
Rangel questionou ainda a preparação do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, lembrando que este foi ministro da Administração Interna e responsabilizando-o pela falta de antecipação da crise migratória e pelo desmantelamento do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.
O ministro defendeu, por outro lado, a atuação do atual Governo em áreas como a segurança energética e o reforço da Defesa, considerando que Portugal deve preparar-se para os desafios de médio e longo prazo.
Na mesma intervenção, Paulo Rangel defendeu a chamada “lei das burcas”, argumentando que a segurança e a igualdade entre homens e mulheres são valores fundamentais.
O ministro destacou ainda a eleição de Portugal para membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, conseguida à primeira volta com 133 votos, considerando o resultado uma demonstração da confiança internacional na política externa portuguesa.