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A vaga de calor que tem afetado a Europa deverá continuar durante a próxima semana, com temperaturas elevadas também em Portugal, numa situação meteorológica extrema que já terá causado mais de 1.300 mortes, segundo a Organização Mundial de Saúde.
Uma massa de ar quente proveniente de África instalou-se sobre a Europa Ocidental e está agora a deslocar-se para Leste, mantendo condições de calor intenso em vários países. O fenómeno já levou ao encerramento de escolas, museus e alguns locais de trabalho, além de pressionar redes elétricas e serviços de saúde.
Vários países europeus registaram valores recorde, com máximas acima dos 40°C em regiões da Alemanha, Hungria e República Checa, enquanto o Reino Unido e a Dinamarca também atingiram temperaturas invulgarmente elevadas para a época. A onda de calor já afeta centenas de milhões de pessoas em todo o continente.
Em Portugal, as previsões apontam para a manutenção de temperaturas altas, com vários distritos sob aviso amarelo nos próximos dias. As autoridades recomendam especial atenção a crianças, idosos e pessoas mais vulneráveis, bem como hidratação constante, evitar exposição solar nas horas de maior calor e limitar deslocações desnecessárias.
O calor extremo tem provocado impactos na saúde pública, incluindo casos de hipertermia, problemas cardíacos e afogamentos, num contexto em que os serviços hospitalares estão sob maior pressão em vários países europeus.
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