A maior confederação sindical do Luxemburgo apelou ao Governo português para reverter a decisão de retirar o acesso a médicos de família aos portugueses residentes no estrangeiro, considerando a medida injusta e prejudicial para quem mantém fortes ligações ao país.
A OGBL, principal confederação sindical do Luxemburgo, enviou uma carta ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, e à ministra da Saúde, Ana Paula Martins, a pedir a reversão da decisão que, desde 4 de julho, retira o acesso a médico de família em Portugal aos portugueses residentes no estrangeiro.
A organização considera a medida “injusta, injustificável e incompreensível”, lembrando que a diáspora continua a contribuir significativamente para a economia portuguesa através das remessas enviadas todos os anos.
Segundo a OGBL, muitos portugueses preferem recorrer aos cuidados de saúde em Portugal durante as férias, quer pela facilidade de comunicação em português, quer pela relação de confiança já estabelecida com o seu médico de família.
A confederação critica ainda o facto de a decisão ter entrado em vigor precisamente durante o período de verão, quando milhares de portugueses regressam ao país, alertando que a medida poderá obrigar muitos a suportar custos adicionais ou a recorrer ao Cartão Europeu de Seguro de Doença, com processos de reembolso mais demorados.
Na carta, a OGBL defende que o problema do Serviço Nacional de Saúde deve ser resolvido através do reforço do número de profissionais e não pela retirada de direitos aos portugueses residentes no estrangeiro, apelando ao Governo para reconsiderar a decisão.
Foto: OGBL