Uma versão experimental do modelo de inteligência artificial Amália, desenvolvido por universidades portuguesas com apoio do Governo, está a ser treinada para detetar técnicas de persuasão em conteúdos jornalísticos, num projeto apresentado como investigação científica.
Uma variante experimental do modelo de inteligência artificial Amália está a ser desenvolvida para identificar técnicas de persuasão em notícias, como apelos ao medo, ao preconceito, à autoridade ou o uso de linguagem carregada. O projeto, conduzido pela Universidade do Porto, utiliza uma base de 104 artigos em português europeu previamente analisados por linguistas para treinar o sistema. Segundo os responsáveis, o objetivo não é classificar notícias como manipuladoras, mas assinalar excertos onde possam estar presentes estratégias de persuasão reconhecidas pela literatura científica. A funcionalidade integra um caso de investigação previsto no contrato inicial do projeto Amália, mas, de acordo com o Ministério da Reforma do Estado, não faz parte das capacidades centrais do modelo de inteligência artificial.
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