Os dados provisórios do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas revelam que apenas 44 grandes incêndios foram responsáveis por cerca de 81% da área ardida no país até ao final de julho. As queimas e queimadas continuam a ser a principal causa dos fogos investigados.
Portugal registou 5.755 incêndios rurais entre 1 de janeiro e 31 de julho, que consumiram mais de 53 mil hectares, segundo o mais recente relatório provisório do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
Apesar do elevado número de ocorrências, apenas 44 grandes incêndios — menos de 1% do total — foram responsáveis por cerca de 81% da área ardida. Entre os maiores destacam-se os fogos de Valpaços, Vouzela, Guarda, Chaves e Alijó.
O relatório indica ainda que 42% dos incêndios investigados tiveram origem em queimas e queimadas, seguindo-se o fogo posto, com 16%, e os reacendimentos, com 8%.
Até ao final de julho, 2026 já era o terceiro ano com maior área ardida desde 2016, apenas ultrapassado por 2017 e 2022. Vila Real, Viseu e Bragança foram os distritos mais afetados em área queimada, enquanto Porto, Braga e Viana do Castelo registaram o maior número de ocorrências.
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