O ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou que Portugal não apoia nem participa no conflito no Médio Oriente, mas considera o Irão uma ameaça à estabilidade internacional, num contexto de elevada tensão geopolítica.
Portugal mantém uma posição de afastamento face ao conflito em curso no Médio Oriente, sublinhando que não apoia nem está envolvido nas operações militares entre os Estados Unidos e o Irão. A posição foi reafirmada pelo Governo, que insiste numa abordagem assente na diplomacia e na contenção da escalada.
Apesar disso, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, considera que o Irão representa uma ameaça, destacando o impacto regional das suas ações e o risco de alastramento da instabilidade a outros países do Médio Oriente.
Segundo a análise do Governo, o conflito encontra-se numa fase volátil, com potencial para afetar a segurança internacional e exigir coordenação entre aliados europeus e parceiros da NATO. Portugal tem acompanhado a situação de forma próxima, sobretudo no plano da segurança interna e da proteção de interesses nacionais no estrangeiro.
O executivo tem reiterado que a resposta portuguesa passa pelo plano diplomático, descartando qualquer envolvimento militar, numa posição alinhada com a maioria dos Estados-membros da União Europeia, que também evitam participação direta no conflito.
Em paralelo, as autoridades portuguesas têm reforçado a vigilância e o nível de alerta em infraestruturas sensíveis, como aeroportos e embaixadas, numa medida preventiva face às potenciais ramificações do conflito na segurança interna europeia.