Um manifesto subscrito por 441 personalidades das artes e da academia apela ao Governo para reforçar e estabilizar a Rede do Ensino Português no Estrangeiro, alertando contra a precarização do setor.
Mais de 400 artistas, escritores e intelectuais apelaram ao Governo para valorizar o Ensino Português no Estrangeiro (EPE), através de um manifesto que defende esta rede como um dos principais instrumentos da diplomacia cultural portuguesa. O documento, intitulado “Manifesto em Defesa da Rede EPE: a primeira linha da diplomacia portuguesa”, conta com 441 assinaturas de figuras como Lídia Jorge, Sérgio Godinho, José Luís Peixoto e Maria de Medeiros.
Os signatários alertam para a necessidade de rejeitar a precarização da rede e defendem maior estabilidade e reconhecimento profissional para professores e leitores, que consideram essenciais na promoção da língua e cultura portuguesas no mundo. O texto sublinha ainda o papel da rede na ligação às comunidades portuguesas na diáspora e na divulgação global da literatura, música e artes em língua portuguesa.
O manifesto surge no contexto da revisão do Regime Jurídico da Rede EPE, atualmente em negociação entre o Governo e sindicatos, processo que tem sido alvo de contestação por parte dos docentes.