O Fundo Monetário Internacional defende a reversão do IRS Jovem em Portugal, alertando para o impacto orçamental da medida e a falta de evidência de que esteja a travar a emigração de jovens.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) recomenda ao Governo português que reverta o IRS Jovem, apontando custos elevados para as contas públicas e dúvidas quanto à sua eficácia. A posição surge num relatório citado pelo jornal Eco, onde a instituição defende também uma simplificação do sistema fiscal e a redução de isenções.
Segundo o FMI, os benefícios fiscais dirigidos aos jovens aumentam significativamente a despesa fiscal, criando distorções no sistema sem garantir resultados claros na retenção de jovens no país. A medida terá um impacto estimado de cerca de 693 milhões de euros anuais na receita do Estado.
O organismo internacional considera ainda que não existe evidência suficiente de que este tipo de incentivo fiscal contribua para travar a emigração jovem, uma preocupação que já tinha sido levantada em avaliações anteriores.
Já em 2024, o FMI tinha manifestado reservas sobre o novo modelo, reforçando agora a recomendação de reversão no contexto de maior eficiência orçamental e equilíbrio das contas públicas.