Vítor Moutinho, antigo coordenador da Secção do PS em Macau, contesta a possibilidade de portugueses residentes no estrangeiro perderem o acesso ao médico de família em Portugal, defendendo que a medida levanta uma questão de igualdade entre cidadãos.
Num texto, o militante socialista considera que viver fora de Portugal não deve significar perder direitos enquanto cidadão português. Moutinho recorda que muitos portugueses residentes no estrangeiro mantêm família, património e fortes ligações ao país, regressando regularmente, inclusive por motivos de saúde.
Para o antigo dirigente, a falta de médicos de família é um problema estrutural do Serviço Nacional de Saúde, mas não deve ser resolvido através da exclusão dos portugueses residentes no estrangeiro. Defende, em alternativa, mais investimento na formação e fixação de profissionais de saúde e melhores condições de trabalho.
Moutinho critica ainda a ideia de distinguir cidadãos em função do local onde vivem, lembrando o contributo histórico da diáspora portuguesa através das remessas, do investimento e das ligações familiares e económicas. “Portugueses de segunda? Não em meu nome”, afirma, considerando que o debate ultrapassa a questão dos médicos de família e envolve a própria relação entre Portugal e a sua diáspora.
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