Um novo estudo indica que cerca de dois terços dos portugueses consideram que o país precisa de uma reforma no mercado de trabalho, mas a maioria não concorda com a proposta atualmente apresentada pelo Governo.
Segundo os dados do inquérito, existe uma perceção generalizada de que o atual modelo laboral está desajustado face aos desafios económicos, à competitividade e às novas formas de trabalho. Ainda assim, quando confrontados com medidas concretas, os inquiridos revelam reservas significativas em relação às alterações propostas.
As principais preocupações apontadas prendem-se com a estabilidade do emprego, a proteção dos direitos dos trabalhadores e o eventual impacto das mudanças nos salários e nas condições laborais.
O estudo evidencia, assim, uma divisão clara entre o reconhecimento da necessidade de modernização do mercado de trabalho e o receio das consequências práticas das reformas em cima da mesa. O tema deverá continuar a marcar a agenda política e sindical nas próximas semanas.
Utilizamos cookies. Se concordar, clique em "Aceitar tudo". Também pode escolher o tipo de cookies que pretende clicando em "Definições".
Leia a nossa política de privacidade