Portugal

Cerca de 860 mil portugueses perderam médico de família numa década

today25/05/2026 5

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Em Portugal, cerca de 860 mil pessoas ficaram sem médico de família ao longo da última década, segundo dados divulgados, num contexto de pressão crescente sobre os cuidados de saúde primários.

Os números revelam uma tendência persistente de agravamento no acesso aos cuidados de saúde, com o número de utentes sem médico de família a atingir valores historicamente elevados. No final de 2025, estimava-se que mais de 1,6 milhões de pessoas não tinham médico de família atribuído.

Entre as principais causas apontadas estão o aumento do número de inscritos nos centros de saúde, o envelhecimento da classe médica e o elevado número de aposentações no Serviço Nacional de Saúde. Apesar de medidas como a contratação de médicos reformados e a abertura de novas unidades, o sistema continua a não conseguir dar resposta à totalidade das necessidades.

O impacto é particularmente sentido em regiões como Lisboa e Vale do Tejo, onde a falta de cobertura é mais expressiva. O Governo tem reconhecido dificuldades estruturais e revisto metas de atribuição, enquanto especialistas alertam para a necessidade de medidas mais profundas para travar a tendência.

Escrito por Lusíada