Um grupo de ativistas apelou ao Governo português para garantir proteção diplomática a cidadãos nacionais que integram uma flotilha humanitária com destino a Gaza, após alertas sobre possíveis riscos de interceção em águas internacionais.
Ativistas ligados a uma nova flotilha humanitária com destino à Faixa de Gaza estão a pedir a intervenção e proteção do Estado português para os cidadãos nacionais que participam na missão, num contexto de crescente tensão em torno destas iniciativas marítimas.
A flotilha, composta por várias embarcações com ativistas e ajuda humanitária, pretende chegar a Gaza para chamar a atenção para a situação humanitária no enclave palestiniano. No entanto, missões semelhantes têm sido intercetadas em operações anteriores por forças israelitas em águas internacionais, resultando em detenções e controvérsia diplomática.
Perante este cenário, os ativistas defendem que Portugal deve garantir proteção consular reforçada aos seus cidadãos e acompanhar de perto o desenrolar da viagem, prevenindo eventuais situações de detenção ou bloqueio. O apelo surge num momento em que várias organizações internacionais continuam a dividir-se sobre a legalidade e impacto destas ações humanitárias marítimas.